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Agosto Lilás: campanha promove o combate à violência contra a mulher


Agosto Lilás: campanha promove o combate à violência contra a mulher

Mulheres morrem simplesmente por serem mulheres. Em 2017, foram 4.473 homicídios dolosos, sendo 946 feminicídios, ou seja, casos de mulheres mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero. As notícias que chegam aos jornais todos os dias de mulheres assassinadas mostram que os casos de feminicídio são subnotificados. Três anos após a sanção da Lei do Feminicídio, três estados ainda não contabilizam os números. E outros possuem apenas dados parciais.

O Ministério dos Direitos Humanos (MDH) divulgou, no dia 13 de agosto, o balanço do Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, com dados referentes ao período de janeiro a julho de 2018. O Ligue 180 registrou 27 feminicídios, 51 homicídios, 547 tentativas de feminicídios e 118 tentativas de homicídios. Foram 79.661 relatos de violência, sendo os maiores números referentes à violência física (37.396) e violência psicológica (26.527).

Por conta de dados como esses que, em 2018, o Agosto Lilás ganhou nova força. Uma campanha realizada anualmente, durante o mês de agosto, em alusão à data de sanção da Lei Maria da Penha, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para o fim da violência contra mulheres. Diversas cidades terão programação com ações de mobilização, palestras, debates, encontros, panfletagens, eventos e seminários visando à divulgação da Lei Maria da Penha, estendendo-se as atividades durante todo o mês de agosto, para o público em geral.

Ligue 180

Ligue 180

O Ligue 180 foi criado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, em 2005, para servir de canal direto de orientação sobre direitos e serviços públicos para a população feminina em todo o país. A ligação é gratuita.

O Ligue 180 se consolida como uma ferramenta acessível a todas as mulheres e sociedade em geral. Inteiramente gratuito, é um recurso que pode salvar vidas e possibilitar o fim de um ciclo de violências”, ressalta a secretária nacional de Políticas para Mulheres do MDH, Andreza Colatto.

Fonte: Ministério dos Direitos Humanos

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