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Costura Mais Renda: capacitação para mulheres na ponta da agulha


Costura Mais Renda: capacitação para mulheres na ponta da agulha

A desigualdade de gênero ainda hoje cria vários obstáculos para as mulheres no mercado de trabalho. O número de mulheres desempregadas é 29% maior que o de homens. É preciso entender a fundo as barreiras enfrentadas por uma mulher que tenta se desenvolver profissionalmente e construir sua carreira no Brasil. Diante das dificuldades de colocação no mercado e com a intenção de criar oportunidades de alcançar a realização pessoal e profissional para as mulheres, o Grupo Mulheres do Brasil e os institutos Levvo e Proeza iniciaram o projeto Oficina de Costura Mais Renda, na Região Administrativa Recanto das Emas, que fica a 24km de Brasília.

O objetivo do projeto é capacitar cerca de 60 mulheres de baixa renda. Segundo reportagem do Correio Braziliense serão realizadas palestras sobre empoderamento feminino, finanças pessoais e autoestima. Além de aprender a customizar e bordar peças de vestuário como saias e calças, as participantes terão a oportunidade de produzir pães numa cozinha industrial. Assim como a produção dos pães, as peças bordadas serão vendidas pelas alunas — uma forma de garantir renda extra ao fim de cada fase das oficinas.

Antônia de Sousa.
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O Costura Mais Renda estimula a independência emocional e financeira das mulheres. É o caso de Antônia de Sousa, que trabalhava em casa com bordados, mas que nunca teve a oportunidade de aprender a costurar, a refinar a técnica.

Eu quero aprender alguma coisa para melhorar a vida, ajudar na renda de casa, faço o bordado, mas a costura vai ajudar mais ainda. É uma coisa que você vai aprender para o resto da vida, é um empreendimento, mas que ainda dá tempo para cuidar da casa e dos filhos”, diz.

A maioria dos colaboradores do projeto Costura Mais Renda são voluntários. O espaço onde funcionarão as oficinas foi cedido pela Administração Regional do Recanto das Emas, e a manutenção das máquinas, assim como o pagamento das professoras responsáveis pelas aulas de costura e de panificação, serão feitos pela Fundação Banco do Brasil, um dos apoiadores do projeto.

Para Laura Oliveira, fundadora do instituto Levvo, o projeto tem um só, e grande, objetivo: empoderar as mulheres.

Nós estamos fazendo um trabalho de geração de renda, não de assistencialismo. Porque a gente acredita que se a pessoa tiver independência emocional, a independência financeira fica mais fácil.”

Até o fim do ano, o projeto deve expandir-se para as regiões da Estrutural e de São Sebastião, também no Distrito Federal.

Com informações de Correio Braziliense.

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