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Primeira mulher presidente do STJ, Laurita Vaz revolucionou a corte


Primeira mulher presidente do STJ, Laurita Vaz revolucionou a corte

A presidência da primeira mulher a ocupar a cadeira principal do Superior Tribunal de Justiça (STJ) chegou ao fim. Laurita Vaz comandou a corte no biênio 2016-2018 e teve como grande marca o uso de novas tecnologias para o alcance de metas estratégicas e melhoria da prestação jurisdicional.

Resultado de imagem para Laurita Vaz,A ministra afirmou ter assumido a missão mais “desafiadora” de sua vida: presidir o maior tribunal superior do país, destinatário de mais de 350 mil processos por ano e empregador de cerca de 5 mil colaboradores, entre servidores e terceirizados. No momento de sua posse, em 1º setembro de 2016, a ministra firmou o compromisso de “aprimorar a jurisdição, imprimindo mais celeridade e qualidade no julgamento dos feitos”.

Segundo Laurita Vaz, nesses 728 dias de gestão, ela e o vice-presidente, ministro Humberto Martins, procuraram conduzir o tribunal de maneira firme, participativa e voltada para a melhoria da prestação jurisdicional. “Como resultado, entregamos avanços importantes e o cumprimento antecipado de 70% das metas estabelecidas no plano estratégico do tribunal”, afirmou.

Um grande destaque da gestão de Laurita Vaz foi a redução do estoque de processos da corte, que apresentou uma queda de 25%. Havia 395.228 processos em tramitação em 1º setembro de 2016, quando teve início a atual gestão, e 294.830 em 30 de junho último.

“Esse excepcional desempenho se deve a uma série de mudanças implementadas nas mais diferentes áreas do tribunal. Em comum entre elas, quatro elementos: a otimização de recursos, a informatização, a inovação e a melhoria das rotinas de trabalho”, explicou Laurita Vaz.

Laurita Vaz apostou no uso da tecnologia para alcançar as metas estratégicas estabelecidas para o tribunal. Imagem relacionadaPromovendo o uso de projetos como a Central do Processo Eletrônico, um espaço no site do STJ idealizado para trazer mais comodidade àqueles que utilizam os serviços relacionados ao processo eletrônico, principalmente o peticionamento e aplicativos como o Chancela, uma ferramenta para dispositivos móveis que permite a assinatura eletrônica de documentos, cujo objetivo é ampliar a mobilidade dos ministros no momento de analisar processos e proferir decisões.

Outra característica da gestão de Laurita foi a economia. O consumo consciente de energia, água, papel, combustíveis, telefonia fixa e veículos, entre outros itens, resultou em uma economia de quase R$ 1,8 milhão para o tribunal. Segundo informou o Ministério do Planejamento em fevereiro de 2017, o STJ foi o único órgão da administração pública federal que obteve saldo positivo no limite de gastos em relação ao orçamento aprovado pelo governo federal.

Os próximos ministros a liderar a corte serão João Otávio de Noronha e Maria Thereza de Assis Moura como presidente e vice-presidente respectivamente.

Com informações de ConJur.

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