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Mulher trans é eleita vice-presidente do CMDM de Aracaju pela primeira vez


Mulher trans é eleita vice-presidente do CMDM de Aracaju pela primeira vez

Tornar o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) de Aracaju cada vez mais paritário, ativo nas lutas pelas políticas públicas voltadas às mulheres da capital sergipana e estreitar a relação com a sociedade civil, em busca de fortalecer os projetos e ações destinadas ao público feminino. Essas são as principais propostas da nova diretoria do órgão, que é ligado à Secretaria da Assistência Social, e tem, pela primeira vez na história, uma mulher transexual como vice-presidente.

A presidente do CMDM, Edna Nobre, e a vice-presidente, Adriana Lohanna

Adriana Lohanna é professora, assistente social e mestra em Educação. Sua escolha para o cargo foi considerada pelos representantes como um grande avanço. Lohanna pretende dar voz a essa parcela da população, discutir sobre a importância da criação de um ambulatório para mulheres trans e incluí-las nos serviços de políticas públicas.

Queremos fazer com que essa sociedade entenda que as mulheres transexuais que estão chegando aos espaços de políticas públicas são mulheres como qualquer outra que está na sociedade para se relacionar, para ter acesso ao mercado de trabalho. Só que elas têm diferentes especificidades das mulheres sis, assim como todos os indivíduos têm as suas diferenças. Vamos discutir mulheres transexuais e a relevância da construção de políticas públicas direcionadas a elas”, afirmou.

De acordo com a coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Assistência Social, Ana Márcia de Oliveira, a nova composição da direção do CMDM de Aracaju representa a inclusão e a ampliação do debate acerca dos temas que envolvem a população feminina aracajuana.

O Conselho da Mulher já é um avanço desde a sua criação enquanto instituição que trabalha as políticas de proteção e em geral para as mulheres. Nada mais justo que trazer para a mesa diretora pessoas que estão envolvidas na militância em busca da consolidação dessas políticas. Essa nova composição reforça o quanto temos que ampliar a inclusão de toda a sociedade, independentemente, das suas escolhas. Tenho certeza que as duas mulheres eleitas terão um grande protagonismo ao longo desses dois anos, levantando as suas bandeiras e guerrilhando por melhorias para todas nós, mulheres. Então, a gente espera uma gestão presente, que discuta os principais movimentos e as lutas para criar propostas, que possam ser viabilizadas pelo governo”, observou.

Com informações de Prefeitura de Aracaju

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