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Mulheres se unem contra candidatos machistas para determinar o voto feminino nas eleições 2018


Mulheres se unem contra candidatos machistas para determinar o voto feminino nas eleições 2018

Se as eleições presidenciais ocorressem hoje, quatro em cada dez mulheres do país não teriam um candidato, segundo pesquisa Datafolha divulgada na última semana. As mulheres, principal força eleitoral do país, estão mais indecisas ou desprezam mais os atuais nomes disponíveis neste momento da disputa do que os homens. O que move esses 53% do eleitorado na hora de decidir em quem votar? Manifestações provam que, conscientes de seu papel na decisão do resultado das eleições deste ano, as mulheres se uniram para impedir que candidatos machistas e com discurso de exclusão cheguem a cargos de poder.

A grande rejeição feminina que cresceu nas últimas semanas em redes sociais contra candidatos que não as representam se materializou principalmente como um grupo massivo de debate político no Facebook, que expôs uma verdadeira batalha virtual.

Grupo destinado à união das mulheres de todo o Brasil contra o avanço e fortalecimento do machismo, misoginia e outros tipos de preconceitos representados pelo candidato e seus eleitores. Acreditamos que este cenário que em princípio nos atormenta pelas ameaças as nossas conquistas e direitos é uma grande oportunidade para nos reconhecer como mulheres. Esta é uma grande oportunidade de união! De reconhecimento da nossa força!”, diz a descrição do grupo.

As postagens publicadas lá criticam não apenas as propostas de um dos candidatos considerados machista por elas, mas principalmente repercussões contrárias às declarações em relação à brecha salarial de gênero — o candidato em questão teria dito que acredita que a equiparação no sistema privado não é competência política do Estado e de seu gabinete, conforme divulgou o jornal Valor Econômico — e seus comentários violentos contra repórteres e colegas parlamentares.

Além deste grupo, muitas manifestações estão surgindo para demonstrar a rejeição feminina contra candidatos machistas. A hashtag #EleNão surgiu em diversos perfis de Facebook, Instagram e Twitter. Eventos estão sendo organizados e músicas de repúdio estão sendo compostas e divulgadas. Em uma delas, cujo clipe musical o Mulheres Transformadoras reproduz abaixo, a autora diz: “ele é o atraso que país nenhum merece ter e nós somos as mulheres que não vão deixar ele vencer”.

Vote em uma mulher

Em um país em que 42% das famílias são chefiadas por mulheres, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios do IBGE, é preciso que o voto seja pensado e destinado para candidatos que pensem na parcela feminina da população, que garantam seus direitos e não as menosprezem.

O Mulheres Transformadoras é uma plataforma de incentivo à atuação das mulheres em diversas frentes, entre elas, a política. Diante do cenário político é preciso dar atenção às mulheres candidatas, seus programas e propostas. Um levantamento feito pelo Ibope e pelo Instituto Patrícia Galvão mostrou que 70% dos brasileiros acreditam que só existirá, de fato, uma democracia com a presença de mais mulheres no poder. Votar em uma mulher, escolher candidatas que representem a luta feminina e aumentar a representatividade delas nos espaços de poder é uma tarefa de cada uma de nós. A transformação pode demorar, mas ela começa agora.

 

 

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