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Conheça as pioneiras na construção da política brasileira


Conheça as pioneiras na construção da política brasileira

As mulheres representam mais da metade do eleitorado brasileiro e o voto delas pode mudar os rumos de uma eleição. Mas as brasileiras garantiram o direito de votar e de serem votadas há menos de 100 anos no País. Na verdade, a primeira prefeita foi eleita em 1928 e, em 1933, a 1ª deputada federal. Mulheres são maioria dos eleitores desde 2000, mas a participação feminina no Legislativo não chega a mais de 10%.

O movimento pelo voto feminino tomou forma e ganhou força no início do século 20. O primeiro partido feminino foi fundado em 1910, por Leolinda de Figueiredo Daltro. Nos anos seguintes, Bertha Lutz se consolidou como uma das principais líderes feministas do País, pioneira na luta pelo direito ao voto e pela igualdade entre homens e mulheres.

A conquista do sufrágio feminino aconteceu em 1932, com o Código Eleitoral elaborado durante o governo do então presidente Getúlio Vargas. A vitória foi alcançada depois de anos de mobilização de mulheres, que se organizaram na luta pelos seus direitos políticos e pelo respeito à sua cidadania, antes da proclamação da República.

Em 1927, o estado do Rio Grande do Norte foi o primeiro a conceder às mulheres o direito ao voto e, no ano seguinte, a primeira prefeita da América Latina, Alzira Soriano. Carlota Pereira de Queiroz, foi a única mulher na Assembleia Constituinte e a primeira mulher a se eleger deputada federal no Brasil em 1934. No ano seguinte, Antonieta de Barros, foi primeira parlamentar negra do Brasil, eleita em Santa Catarina.

Conheça algumas dessas trajetórias inspiradoras:

Bertha Lutz – a luta pelo sufrágio feminino no Brasil

Bertha se lançou na batalha para eleger mulheres. Foi candidata à Assembleia Nacional Constituinte pelo Partido Autonomista, mas uma forte campanha de difamação impediu sua eleição. A feminista chegou a assumir um cargo na Câmara Federal em 1936. Como deputada, propôs projetos como a criação da licença-maternidade e o Estatuto da Mulher. Bertha continuou participando de ações políticas e encontros feministas até muito perto da sua morte. Sua última missão em defesa das mulheres foi no Congresso Internacional da Mulher da ONU, em 1975. Ela morreu no ano seguinte, aos 82 anos, no Rio de Janeiro.

Luíza Alzira Soriano Teixeira – a 1ª prefeita da América Latina

Alzira foi escolhida como candidata para representar o movimento feminista nas eleições, liderado por Bertha Lutz. A campanha em 1928 foi marcada por difamações, calúnias e ofensas públicas a candidata. Mas Alzira não se intimidou e foi eleita, aos 32 anos de idade, prefeita da cidade de Lajes, com 60% dos votos. Seu governo, no entanto, só durou dois anos. No curto período, comandou um gabinete formado apenas por homens. Pioneira, Alzira se aproximou da política e dos ideais de emancipação das mulheres por influência do pai, Miguel Teixeira, que era um líder político na região. O mandato foi interrompido pela Revolução de 1930.

Antonieta de Barros – a 1ª deputada negra do Brasil

Em 1934, na primeira eleição após a conquista do voto, se candidatou à Assembleia Legislativa pelo Partido Liberal Catarinense, elegendo-se a primeira deputada estadual do estado e a primeira deputada negra do Brasil. Depois da redemocratização, em 1945, voltou à política institucional. Durante seus mandatos, dedicou-se aos projetos relacionados ao magistério. Em seus discursos, enaltecia a importância da educação para o futuro do País. “Educar é ensinar os outros a viver; é iluminar caminhos alheios; é amparar debilitados, transformando-os em fortes; é mostrar as veredas, apontar as escaladas, possibilitando avançar, sem muletas e sem tropeços”, dizia.

Carlota Pereira de Queirós – a 1ª deputada federal da América LatinaResultado de imagem para carlota pereira de queiroz

Foi a única mulher eleita para compor a Assembleia Nacional Constituinte de 1934. Carlota integrou a Comissão de Saúde e Educação da Constituinte e trabalhou em prol a alfabetização e assistência social, além de buscar melhores condições de trabalho para as mulheres, como igualdade de salários e licença maternidade. No mesmo ano, foi eleita deputada federal pelo Partido Constitucionalista de São Paulo. Seu mandato durou até 1937, quando foi decretado o Estado Novo. Após a redemocratização, voltou à Câmara por mais três mandatos pela UDN (União Democrática Nacional)

Fonte: Huffpost Brasil

 

 

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