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Eleições 2018: o crescimento da bancada feminina no Congresso Federal


Eleições 2018: o crescimento da bancada feminina no Congresso Federal

Passado o primeiro turno das Eleições 2018 já é possível ver o aumento da bancada feminina no Congresso Nacional.  Nas Assembleias Legislativas de forma geral também houve crescimento, apontam dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No Senado, sete representantes femininas tiveram vitória nas urnas. Foram 62 candidaturas femininas, um aumento expressivo em relação aos anos anteriores. Em 2014, quando a renovação foi de um terço das 81 vagas, 35 concorreram. Já em 2010, quando cada unidade da Federação disputou duas vagas, o número foi de 36.

Em 2010, última eleição na qual 2/3 do Senado foram renovados, sete mulheres foram eleitas senadoras. Neste ano, o número se repetiu. As sete senadoras representam 13% dos eleitos neste ano. Apesar disso, nenhuma mulher foi eleita para o Senado em 20 estados – em três deles, Acre Bahia e Tocantins, não houve candidatas.

Das sete quMulheres no legislativo: número de mulheres eleitas se manteve no Senado, mas aumentou na Câmara e nas Assembleias — Foto: Juliane Souza / G1e poderiam tentar um novo mandato no cargo, apenas três se candidataram à reeleição. As outras não entraram na disputa eleitoral ou optaram pela Câmara, além de Ana Amélia (PP-RS), que escolheu ser vice na chapa presidencial com Geraldo Alckmin (PSDB).

Entre as deputadas eleitas, a renovação foi de metade. Das 51 que venceram o pleito em 2014, 24 foram reeleitas. Apenas sete não tentaram se reeleger. Neste pequeno grupo, a maioria tentou uma vaga no Senado ou como vice na disputa pelos governos estaduais. Nos Estados, apenas Amazonas, Goiás, Maranhão e Sergipe não elegeram deputadas.

O percentual de mulheres concorrendo a deputada federal quase não se alterou em relação às últimas eleições. O total ficou um pouco acima do mínimo de 30% de candidatos de cada gênero para cargos proporcionais exigido por lei. Foram pouco mais de 2,6 mil candidatas, segundo a Justiça Eleitoral. Em 2014, eram 2,3 mil.

Considerando os deputados estaduais, as mulheres são 15% dos eleitos. Foram 161 deputadas, um aumento de 35% em relação a 2014.

O Brasil fica atrás de dezenas de países quanto à presença de mulheres na política. Está na 115ª posição no ranking mundial de representatividade feminina no Parlamento dentre os 138 países analisados pelo Projeto Mulheres Inspiradoras (PMI), com base no banco de dados do Banco Mundial (Bird) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

 Desproporção

Mesmo com a melhoria na representatividade feminina de forma geral no legislativo, a proporção de mulheres segue abaixo do encontrado na população brasileira. No país, a cada dez pessoas, cinco são do sexo feminino.

Desde 1997, a lei eleitoral brasileira exige que os partidos e as coligações respeitem a cota mínima de 30% de mulheres na lista de candidatos para a Câmara dos Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras municipais. Mesmo assim, um levantamento realizado pelo portal de notícias G1 apontou que diversos partidos e coligações precisaram ser notificados para cumprir a cota.

Além da cota de números de candidatos, nas eleições de 2018 as mulheres também tiveram uma cota financeira. Em maio deste ano, o TSE decidiu que os partidos devem repassar 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as candidaturas femininas.

Com informações de Huffpost Brasil e G1

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