• Ínicio
  • As mulheres rurais são imprescindíveis no desenvolvimento sustentável do futuro

As mulheres rurais são imprescindíveis no desenvolvimento sustentável do futuro


As mulheres rurais são imprescindíveis no desenvolvimento sustentável do futuro

Antes de se dedicar à agricultura Ana Coutinho era professora. Ao engravidar, percebeu que precisava ficar mais próxima do filho e dos parentes e, para isso, iniciou uma pequena criação de abelhas. Com o passar dos anos, a Ana do Mel, como é conhecida, acabou modificando a história de toda a família. Hoje, em uma área de 150 mil metros quadrados são plantadas 40 variedades de plantas em Parelheiros, um distrito localizado na zona sul da cidade de São Paulo.

Essa foi uma iniciativa minha e hoje todos da família trabalham com as mãos na terra, com uma divisão de tarefas em pé de igualdade”, conta.

Ela então abriu uma pequena empresa e começou a ampliar sua produção com pés de alface, café, jabuticaba e outras culturas, sempre respeitando o manejo da agricultura biodinâmica. A propriedade é baseada no sistema de agroflorestal, onde uma cultura auxilia a outra.

A história de vida de Ana virou um exemplo para outras mulheres que buscam espaço no agronegócio.

Eu brigo muito pela valorização da mulher no campo, principalmente nas pequenas propriedades, onde as pessoas realmente trabalham com a terra. Aquela dona de casa que tem uma hortinha ou um canteiro. A mensagem que tenho para elas é que vejam isso como uma fonte de renda, de transformação”, disse.

Dia Mundial das Mulheres Rurais

Ana é uma das 14,1 milhões de mulheres rurais do Brasil. E foi pensando nela e em milhões de mulheres ao redor do mundo que têm um papel de coordenação no processo produtivo que a ONU criou, em 1995, o Dia Internacional das Mulheres Rurais. Além disso, a ONU proclamou 2018 como o Ano da Mulher Rural para mostrar que a equidade de gênero e o respeito são valores necessários no dia a dia das famílias ao redor do mundo. O Mulheres Transformadoras acredita que é preciso eliminar as barreiras que essas mulheres enfrentam e ajudar a empoderá-las como produtoras, líderes e empresárias.

Em 2018, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO,  e a ONU Mulheres uniram-se a várias entidades na promoção da iniciativa. A meta é reconhecer o papel dessas trabalhadoras como agentes essenciais para desenvolver a sociedade.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu aos países que tomem medidas para garantir os direitos humanos de mulheres e meninas rurais.

Esses incluem o direito à terra e segurança da posse da terra; adequar a alimentação e nutrição; para uma vida livre de todas as formas de violência, discriminação e práticas nocivas”, afirma o secretário-geral da ONU.

Segundo o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silvaé preciso diminuir a lacuna de gênero dando a elas equidade, oportunidade e capacidade de decisão.

 Na América Latina, temos dado enfoque às mulheres rurais indígenas, com treinamento nas áreas de direitos humanos, liderança, planos de defesa, segurança alimentar e nutrição. Desde 2015, centenas de mulheres indígenas participaram desse treinamento na Bolívia, Peru, Panamá, El Salvador e Paraguai”, disse José Graziano.

De acordo com a FAO, as mulheres são responsáveis por uma parte importante da produção de alimentos no Brasil, assim como em várias partes do mundo. Mas somente 20% delas são proprietárias das terras em que trabalham.

Na África, as mulheres no campo respondem por até 60% da força de trabalho na agricultura familiar. Na região, a campanha já alcançou 40 mil mulheres em países como Etiópia, Libéria, Níger e Ruanda dando acesso a tecnologias agrícolas aprimoradas.

Fonte: Canal Rural e ONU News

 

 

Compartilhe nas redes sociais