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Única mulher entre autoridades na abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, Andreza Colatto questiona equidade


Única mulher entre autoridades na abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, Andreza Colatto questiona equidade

Dentre as 50 autoridades presentes, a única mulher convidada para a abertura oficial da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia foi a emedebista Andreza Colatto, secretária nacional de Políticas para Mulheres (SPMulheres), nesta terça-feira (16), em Brasília. Com o tema de “Ciência para redução de desigualdades“, a situação surpreendeu pelo contraste de desigualdade de gênero numa ocasião em que várias mulheres estão à frente de projetos de ciência e tecnologia apresentados no evento que acontece simultaneamente no Brasil inteiro.

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Quando subi no palco, olhei para um lado, para o outro, para trás e fiquei surpresa: só eu de mulher? É bonito falar de igualdade, mas na prática, essa foto (à esquerda) diz tudo. O que surpreende é isso acontecer em um evento que tem a proposta de diminuir as desigualdades e no qual a maioria dos projetos é liderado por mulheres e jovens. Além de projetos da SPMulheres com parceiros há vários estandes que destacam o gênero feminino nos trabalhos apresentados”, avaliou a Andreza.

O Ministério dos Direitos Humanos (MDH), por meio da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres (SNPM), é um dos expositores da Semana, que acontece 16 a 21 de outubro, em que são esperados 150 mil visitantes. Promovido pelo Ministério de Ciência e Tecnologia da Informação, o evento visa estimular o desenvolvimento da ciência e é voltado para estudantes. Durante a abertura, as autoridades destacaram a importância de investir em ciência para que o país possa se desenvolver e oferecer mais qualidade de vida para a população.

Fizemos questão de participar do evento porque entendemos que a tecnologia deve ser utilizada para que possamos avançar também na pauta feminina. O projeto que estamos apresentando em parceria com a Universidade de Brasília é um exemplo positivo das possibilidades oferecidas pela tecnologia para empoderar e enfrentar a violência”, ressaltou a secretária nacional SPMulheres.

O estande da SPMulheres apresenta a “Escola de App: enfrentando a violência online entre as meninas”, projeto piloto financiado pela secretaria idealizado e executado por um grupo de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB). O trabalho tem como base pesquisa de campo, capacitação e ações para estimular o empoderamento. A iniciativa foi desenhada considerado dados do Helpline, da ONG SaferNet Brasil (2017), que apontou que apenas em 2016 foram registrados mais de 300 denúncias de sexting (pornografia de vingança).

O projeto Escola de App está estruturado em três etapas. A primeira dedica-se a fase de diagnóstico do cenário que as jovens estão inseridas, com coleta de informação em escolas pré-selecionadas. A segunda etapa capacita alunas e professores do ensino médio para identificação da violência, bem como estimula autonomia tecnológica, ao realizar oficinas de capacitação em TI para produção de aplicativos. A etapa final pretende entregar ao Governo um plano de ação completo, considerando a pesquisa de campo realizada, em prol do enfrentamento à violência contra meninas na internet.

Com informações do Ministério dos Direitos Humanos.

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