• Ínicio
  • Metade do novo gabinete do premier da Etiópia é formado por mulheres

Metade do novo gabinete do premier da Etiópia é formado por mulheres


Metade do novo gabinete do premier da Etiópia é formado por mulheres

Representatividade importa e precisa ser exercida. A Etiópia está mostrando que essa ideia veio para ficar. Após uma reforma ministerial geral, metade dos cargos do gabinete do primeiro-ministro Abiy Ahmed agora é ocupada por mulheres. A reforma fez com que, pela primeira vez, pastas como Segurança e Saúde sejam comandadas por mulheres. Além da Defesa e da Saúde, ministérios como Comércio, Transporte, Trabalho, Cultura, Ciência e Fazenda também foram reformados, trazendo agora mulheres no cargo de comando. A mudança vem sendo celebrada com um dos grandes esforços pela paridade de gênero no continente africano. Para o Mulheres Transformadoras, que recentemente viu a secretária de Políticas para as Mulheres, Andreza Colatto, ser a única representante feminina na abertura de um evento que defende a equidade, a iniciativa de Abiy deve ser copiada no Brasil.

Primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Foto: Kumera Gemechu/File Photo / REUTERS
Primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Foto: Kumera Gemechu/File Photo / REUTERS

Como se não bastasse, em um país com um terço da população muçulmana, duas ministras muçulmanas estarão no novo gabinete. É uma imensa lição, que prova que é justamente das situações mais adversas que podem sair as soluções mais humanas, consistentes e duradouras, para que os países, mesmo em situações realmente difíceis, possam efetivamente melhorar.

A analista Hallelujah Lulie ressaltou que a presença no gabinete de duas mulheres muçulmanas é uma importante inclusão em um país em que um terço da população é de muçulmanos.

Outra novidade importante é a criação no país do Ministério da Paz. A ideia é combater uma intensa onda de violência étnica que já provocou a migração de mais de 2,2 milhões de pessoas do país. O ministério também será comandado por uma mulher, Muferiat Kamil, e supervisionará a Polícia Federal, os serviços de inteligência, a agência de segurança e de informação da Etiópia – e será referência e liderança na resolução dos conflitos.

Nossas ministras vão refutar o ditado que as mulheres não podem liderar. O principal problema neste país é a falta de paz. Este ministério (da Paz) trabalhará duro para garantir que ela prevaleça”, disse Ahmed no Parlamento.

Para Awol Allo, especialista na História da Etiópia da Universidade de Keele, no Reino Unido, o aumento da participação feminina nos ministérios é muito relevante porque “a falta de igualdade de gênero é um problema persistente no país, com fortes tradições patriarcais”.

É um passo muito importante e progressista da parte do primeiro-ministro e muito consistente com as agendas transformativas que ele vem seguindo. Eu também acho que envia uma mensagem forte para as jovens etíopes”, disse o especialista.

Com informações de Hypeness e O Globo

Compartilhe nas redes sociais