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Caminhos da fecundidade no Brasil: Estudo da ONU recomenda empoderamento de mulheres e acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva eficientes


Caminhos da fecundidade no Brasil: Estudo da ONU recomenda empoderamento de mulheres e acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva eficientes

Quando as pessoas podem exercer seus direitos sexuais e reprodutivos – normalmente associados a saúde, educação e emprego – escolhem ter famílias menores. Apesar de isto parecer algo óbvio, o Relatório Global do Fundo de População da Organizações das Nações Unidas divulgado recentemente pela ONU mostra que nenhum país no mundo consegue garantir hoje que a população tenha seus direitos sexuais e reprodutivos respeitados. Para resolver o problema, o estudo Caminhos da fecundidade no Brasil recomenda o empoderamento de mulheres e o acesso a métodos contraceptivos e a serviços de saúde sexual e reprodutiva eficientes.

Segundo o estudo, os lugares mais próximos disso são aqueles onde os povos têm mais acesso à informação, a métodos contraceptivos e a profissionais de saúde: a consequência direta dessas ações é uma sociedade desenvolvida, com questões econômicas e sociais mais bem resolvidas. A escolaridade também está diretamente ligada à quantidade de filhos que uma mulher tem. No Brasil, por exemplo, aquelas com pelo menos ensino médio completo costumam ter um filho. Esse número cresce para três entre as menos instruídas.

Para algumas pessoas, a busca por direitos reprodutivos é frustrada por sistemas de saúde que falham em serviços essenciais, como na oferta de contraceptivos. Para outras, barreiras econômicas, incluindo empregos de baixa qualidade e remuneração, e a ausência de creches tornam quase impossível começar ou expandir uma família. Agravando esses e outros obstáculos está a persistente desigualdade de gênero, que nega às mulheres o poder de tomar decisões fundamentais na vida”, explica, na abertura do documento, a diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Natalia Kanem.

O Brasil, especificamente, vive um fenômeno diferenciado. Enquanto no restante do mundo as mulheres decidem ser mães cada vez mais tarde, dando importância à estabilidade financeira antes de começarem suas famílias, por aqui a gravidez na juventude ainda acontece com frequência. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015 a faixa de 20 a 24 anos foi a que mais teve filhos e, segundo uma pesquisa de 2006, 50% dessas mães não gostariam de ter engravidado naquele momento. Isso tudo apesar de as taxas de natalidade e mortalidade terem reduzido, a população ter ficado mais velha, a informação ter se tornado mais democrática e o acesso à saúde ter sido facilitado.

Como dito no começo deste texto, para mudar esse cenário, o estudo recomenda: o empoderamento de jovens para que tomem decisões informadas e autônomas sobre sua vida sexual e reprodutiva; a implementação de educação integral para a sexualidade que garanta informação adequada para a idade com enfoque participativo, intercultural, de gênero e de direitos humanos; a garantia e ampliação do acesso a contraceptivos modernos; a garantia a atendimentos e cuidados adequados em casos de aborto legal e atenção humanizada a mulheres em situação de abortamento; o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva por profissionais qualificados; a melhoria da qualidade dos serviços de saúde reprodutiva e a implementação de políticas de conciliação entre trabalho e família; além de redução das desigualdades de gênero.

Com informações de Metrópoles

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