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‘Relógios da Violência’ registram casos de agressões contra mulheres


‘Relógios da Violência’ registram casos de agressões contra mulheres

Você já ouviu falar de Relógios da Violência? Esse é o nome de uma campanha lançada pelo Instituto Maria da Penha para alertar sobre o número de casos de violência contra a mulher em todo o Brasil. O projeto está em um site que apresenta a contagem do número de mulheres que sofrem qualquer tipo de violência, física ou moral.

Além de mostrar casos de mulheres que já foram agredidas física ou verbalmente minuto a minuto, a plataforma faz uma contagem das mulheres que foram insultadas, humilhadas ou xingadas; que sofreram ameaças de violência; que foram amedrontadas ou perseguidas; que foram assediadas e até das que foram vítimas de tiros. O Instituto Maria da Penha distingue a violência sofrida por mulheres em cinco vertentes: violência física, patrimonial, sexual, psicológica e moral. Além de registrar os casos, a ação ainda busca conscientizar a população para o ciclo da violência doméstica.

As mulheres que são vítimas da violência doméstica e familiar estão submetidas a um ciclo que se repete, podendo ser identificadas quatro fases principais: aumento da tensão, ato de violência, arrependimento e comportamento carinhoso”, alerta a plataforma.

O projeto é baseado em um levantamento realizado pelo Instituto Datafolha, em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que mostra que a cada dois segundos uma mulher sofre violência. E por este motivo, o relógio do site funciona com metade da velocidade de um aparelho normal. Os dados são alarmantes – o Brasil, por exemplo, é o 5º país mais violento com mulheres – o Instituto acredita que é necessário “pulverizar a informação para que homens e mulheres se conscientizem do cenário violento que vivemos”.

Segundo Maria da Penha Fernandes, a vítima mais famosa de violência de gênero no Brasil, que dá nome à lei contra a violência doméstica e ao instituto, “a informação é uma grande aliada das mulheres quando o assunto é violência doméstica e familiar: é preciso conhecer as diversas formas de agressão e promover o acesso à Lei Maria da Penha em larga escala”.

Para impulsionar o apoio ao projeto, o Instituto Maria da Penha lançou também a hashtag #tanahoradepararClique aqui para entrar no site.

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