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Lugar de Mulher é onde ela quiser: Projeto gaúcho que incentiva crianças a descobrir papel da mulher é finalista de prêmio da RBS


Lugar de Mulher é onde ela quiser: Projeto gaúcho que incentiva crianças a descobrir papel da mulher é finalista de prêmio da RBS

Por que, ainda hoje, as mulheres não são valorizadas e não têm as mesmas oportunidades que os homens? Uma escola municipal de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, usou esse questionamento para despertar, em crianças do 4º ano, uma reflexão sobre o feminismo e a importância que a mulher tem na sociedade. O professor Luiz Fernando Lamb Balon, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Martha Wartenberg, foi o criador do projeto Lugar de mulher é onde ela quiser e conseguiu conscientizar alunos e comunidade sobre a necessidade da valorização, da liberdade e da igualdade das mulheres na sociedade. Com vídeos, apresentações, debates, a iniciativa foi um sucesso e é uma das finalistas da sexta edição do Prêmio RBS de Educação – Para Entender o Mundo. votação dos projetos está aberta no site do prêmio e vai ficar disponível até o dia 9 de novembro.

Estar entre os finalistas nos enche de alegria e esperança por dias melhores. Nós não esperávamos que o projeto chegasse onde chegou, mas estamos muito felizes com esse alcance porque queremos que as pessoas vejam que é possível falar, em sala de aula, com crianças, sobre empoderamento feminino e fortalecer a luta por igualdade, tendo como base a literatura, a leitura, o debate”, explica Luiz.

A ideia surgiu após comentários e atitudes de meninos sobre suas colegas meninas, em sala de aula. Incentivados pelo professor, os alunos da turma trouxeram relatos sobre situações externas e casos de desrespeito. Lucas lembra que não é de hoje que as relações humanas são permeadas por machismo, tanto dentro das escolas como em outras instituições e em quase todas relações cotidianas. Na página do Facebook do projeto, vídeos e postagens contam como ele funciona.

Nós percebemos que as meninas, minoria na nossa turma, não estavam conseguindo se enturmar e ter espaço no coletivo. Senti a necessidade de trabalharmos juntos para que elas percebessem o quanto são importantes para o grupo. E o resultado foi incrível. Ficou claro que é de extrema importância o diálogo e a abordagem desse tema em sala de aula de maneira a contradizer crenças e preconceitos machistas, e fortalecer o feminismo”, resume.

https://www.facebook.com/projetolugardemulhere/videos/249729175727024/

O projeto garantiu que os alunos do 4º ano aprendessem sobre igualdade de gêneros, respeito, empoderamento e representatividade das mulheres na sociedade. Lidando com estatísticas de violência doméstica, abuso e assédio, e abrindo espaço para que pudessem refletir sobre a visibilidade feminina nas mais diversas áreas. No vídeo acima é possível ver como uma das alunas conta o que aprendeu com o projeto e o que mais gostou de descobrir.

Essas crianças dão um show. Eles sabem sobre Lei Maria da Penha, sobre feminicídio, sobre o combate à violência. Esses alunos seguiram uma trajetória de quebra de tabus dentro da sala de aula, de fortalecimento da luta por respeito e direitos, de incentivo para que as mulheres busquem cotidianamente “elevar” essas vozes, ultrapassando os muros da escola e chegando em suas famílias”, comemora Luiz.

Entende-se que a liberdade, a igualdade, o respeito e a valorização, surgem através de uma reflexão e análise do cenário atual da nossa sociedade (mídia, músicas, enquetes, notícias, etc.) e foi através disto que se trabalhou o conceito de feminismo com os alunos do 4º ano, desmistificando estereótipos e preconceitos, buscando assim desconstruir alguns pensamentos/crenças e criar novos que amparassem os conceitos trabalhados.

Queremos que esse projeto seja um exemplo de que é possível trabalhar esses temas desde pequenos, por isso pretendemos continuar com nosso trabalho e atingir o maior número possível de pessoas. Esses temas devem ser discutidos em toda a nossa sociedade e amparado de braços abertos”, afirma o professor gaúcho.

Sobre o prêmio

O Prêmio RBS de Educação – Para Entender o Mundo nasceu com o objetivo de contribuir de maneira efetiva na melhoria da qualidade da Educação Básica no país. Realizado pelo Grupo RBS e pela Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, o prêmio tem o apoio técnico do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). A premiação tem como objetivo estimular práticas de mediação e incentivo à leitura em diferentes áreas do conhecimento, como literatura, matemática, artes e ciência.

Divulgados em outubro, os 20 trabalhos finalistas da sexta edição do Prêmio RBS de Educação foram selecionados entre os 355 inscritos nas categorias escola pública e escola privada. As iniciativas foram avaliadas por um júri técnico e, agora, os 20 finalistas participam da votação popular. Os premiados serão conhecidos no dia 14 de novembro. Todos os finalistas e vencedores terão seu projeto divulgado na Feira do Livro de Porto Alegre. Serão distribuídos R$ 5 mil para o 1º lugar de cada categoria; R$ 3 mil para o 2º lugar de cada categoria; R$ 3 mil para o 3º lugar de cada categoria; e R$ 1 mil para os 14 finalistas, além da menção honrosa.

Confira a relação do projetos finalistas:

Escola pública

  • Carlos Diego Aliardi: Álbum Literário: a história em fotos, Osório
  • Franciele Vanzella da Silva: Empoderando Crianças Negras através da Literatura, Canoas
  • Ana Aline Gomes Schmitt: Fake News X True News: Qual o seu lado na internet?, Campo Bom
  • Danieli de Oliveira Biolchi: Literatura de Cordel e a Segunda Guerra Mundial, Ijuí
  • Luciana Ferreira Soares: Livros nas mãos, Porto Alegre
  • Luiz Fernando Lamb Balon: Lugar de mulher é…, Novo Hamburgo
  • Luciane da Silva Pinto: Projeto Bonecas Abayomis: respeitando a diversidade, Garibaldi
  • Belamar Anziliero: Romeu e Julieta dos Pampas, Liberato Salzano
  • Lubna Jaqueline Lemes: Vamos Viajar?! – Uma exploração sobre cultura e a diversidade através da literatura e imaginação, São Leopoldo
  • Eliana Passarin: Vozes que Encantam e empoderam: Elza, Elis, Cecilia. Biografias inspiradoras que contribuem para o debate da igualdade de gênero. Arte e educação mudando posturas, Bento Gonçalves

Escola privada

  • Fernanda Assis: Árvores da minha escola, Porto Alegre
  • Maura Coradin Pandolfo: Bem-vindo ao mundo do Pequeno Príncipe, Veranópolis
  • Giséli Lindemann Buerger: Curta-circuito Literário, Novo Hamburgo
  • Patrícia Nystrom Fernandez: Fundamental é mesmo o amor!, Porto Alegre
  • Ricardo Silva dos Santos: Julgamento da Leitura, Pelotas
  • Maria Goreti Cortes Mendonça: Leitores e Escritores, Santa Maria
  • Ana Cristitina Mattes: Literatura, novelas e tecnologia na sala de aula, Novo Hamburgo
  • Fabiola Teresa Aguilera Godoy: No Universo Da Sabedoria, Pelotas
  • Caroline Ferreira Soares: O museu na sala de aula, Novo Hamburgo
  • Silvana Corrêa da Silva: Voluntários da Leitura, Porto Alegre

 

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