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Indígenas, latinas, negras e muçulmanas foram o destaque das eleições americanas


Indígenas, latinas, negras e muçulmanas foram o destaque das eleições americanas

O número de mulheres candidatas nas primárias das eleições deste ano nos Estados Unidos foi o maior da história.  Para alguns analistas, este fato está relacionado a uma reação ao presidente Donald Trump que teria levado diversas mulheres a lutarem contra o status quo. Algumas vêem o potencial de mudança se colocando diretamente na política. A verdade é que nas eleições de 6 de novembro quem ganhou foi a diversidade entre as candidatas.

Pela primeira vez, mulheres indígenas e muçulmanas foram eleitas para o Congresso americano. Além disso, negras e latinas conseguiram se eleger em todo o país, reafirmando a importância da representação feminina e das minorias do país nas eleições de meio de mandato.

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Sharice Davids

As democratas Sharice Davids, do estado do Kansas, e Debra Haaland, do estado do Novo México, serão as primeiras deputadas indígenas eleitas em toda a história do país. O Congresso nunca teve uma indígena entre seus representantes em seus mais de 230 anos de história e nessa eleição duas conseguiram entrar. Haaland pertence à tribo de Pueblo de Laguna, uma das 566 reconhecidas legalmente no país. Com uma vitória que chegou aos 60% dos votos, a democrata deu um passo à frente na política após quase duas décadas de trabalho nos bastidores políticos. Já Sharice Davids é a primeira mulher nativa e abertamente lésbica a chegar a uma das Câmaras. A votação de 53%  dos votos válidos que recebeu permitiu à advogada entrar triunfalmente em Washington.

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Rashida Tlaib

As muçulmanas, que também nunca haviam sido representadas, obtiveram uma vitória dupla. A democrata Rashida Tlaib, filha de pais imigrantes palestinos, venceu em Michigan. O mérito da advogada é histórico, entre outras coisas, por romper com o influência do grupo de poder instalado em seu próprio partido. Ilhan Omar, muçulmana, também se transformou na primeira legisladora norte-americana de origem somali. A democrata fugiu com sua família da guerra da Somália, viveu quatro anos em um campo de refugiados no Quênia e chegou aos Estados Unidos quando tinha 12.

Ayanna Pressley se tornou a primeira congressista negra de Massachusetts. Ela pertence à ala progressista do Partido Democrata e foi a grande surpresa das primárias ao desbancar Michael Capuano, um político com 20 anos de experiência no Congresso.

Nenhum de nós disputou para fazer história. Disputamos para fazer uma mudança”, disse Pressley em seu discurso de agradecimento.

Com 29 anos, Alexandria Ocasio-Cortez é a mulher mais jovem a entrar no Congresso. Há exatamente um ano ela era garçonete em um restaurante mexicano e hoje é uma das figuras emergentes mais relevantes do Partido Democrata.

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Alexandria Ocasio-Cortez e Ayanna Pressley

As latinas também conquistaram lugar de destaque. Veronica Escobar e Sylvia Garcia foram eleitas as primeiras legisladoras latinas do Texas. Ainda que os latinos sejam quase 40% da população do Estado, os texanos nunca haviam eleito uma mulher latina ao Congresso.

Com informações de El País e UOL

 

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