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Seminário na Câmara dos Deputados abre 16 Dias de Ativismo e debate situação das mulheres no Dia da Consciência Negra


Seminário na Câmara dos Deputados abre 16 Dias de Ativismo e debate situação das mulheres no Dia da Consciência Negra

A Câmara dos Deputados promove na terça-feira (20/11), no Dia da Consciência Negra, o seminário Mulheres Negras Movem o Brasil: visibilidade e oportunidade. O evento abre os “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres”, uma campanha internacional de combate à violência contra mulheres e meninas que acontece todos os anos, entre 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, e 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos e tem a participação da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, da Secretaria da Mulher, da Procuradoria Especial da Mulher no Senado, e da Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher.

O evento vai discutir a invisibilidade das mulheres negras na sociedade brasileira e as formas de superação das vulnerabilidades impostas à elas pelo racismo. As mulheres negras no Brasil são 55,6 milhões, chefiam 41,1% das famílias negras e recebem, em média, 58,2% da renda das mulheres brancas, de acordo com os dados de 2015 extraídos do Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça. Apesar disso, no quadro diretivo das maiores empresas no Brasil, as negras são apenas 0,4% das executivas – apenas duas em um total de 548 executivos e executivas.

Como forma de homenagear as negras e marcar sua luta por igualdade de direitos e combate ao racismo, em 2014 a Câmara dos Deputados aprovou, em conjunto com outras propostas, o PL 5371/09, da presidente do MDB Mulher Nacional e então deputada federal, Fátima Pelaes (AP). O projeto incluiu, no calendário comemorativo nacional, o dia 25 de julho como Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e criou o Dia Nacional de Tereza de Benguela.

As mulheres carecem de heroínas negras que reforcem o orgulho de sua raça e de sua história, reconhecer essa luta é uma tarefa de todas nós”, sustenta Fátima Pelaes.

A data criada para exaltar e reconhecer a luta pela superação das desigualdades e construção de uma nova cultura na sociedade, de combate à opressão de gênero e ao racismo, se tornou um marco da luta e da resistência da mulher negra em 1992. Instituída no I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, a data, conhecida como Dia Internacional da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha.

Violência
No início deste mês, uma audiência pública na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher destacou que o feminicídio está crescendo entre as mulheres negras e indígenas, embora esteja diminuindo entre as mulheres brancas. Entre os dois primeiros grupos, o índice do crime chega a ser o dobro do que entre as mulheres brancas. No período de 2003 a 2013, houve um aumento de 54% no número de assassinatos de mulheres negras enquanto houve redução em 10% na quantidade de assassinatos de mulheres brancas.

Confira a programação do seminário

Com informações da Agência Câmara de Notícias

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