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O lugar mais perigoso para as mulheres é a própria casa, diz a ONU


O lugar mais perigoso para as mulheres é a própria casa, diz a ONU

O lugar mais perigoso do mundo para uma mulher não é um beco escuro e sem saída, um campo de batalha ou seu local de trabalho: é a sua própria casa. A afirmação é de um novo relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), que analisou os homicídios de mulheres e meninas relacionados ao gênero no mundo. Em 2017, cerca de 50 mil mulheres foram assassinadas dentro das próprias casas por um parceiro amoroso ou parente.

Reportagem divulgada pela revista Galileu afirma que das 87 mil mulheres assassinadas globalmente em 2017, cerca de 50 mil foram mortas por um parceiro amoroso ou familiar. Até 30 mil – 34% – dos feminicídios foram cometidos por companheiros íntimos. Segundo o estudo, uma mulher é morta por alguém que conhece a cada 10 minutos. E 137 mulheres são mortas diariamente por algum parente.

Esta é uma tendência em ascensão global, apesar do surgimento de programas para erradicar a violência contra as mulheres. Em 2012, cerca de 47% de todas as vítimas de homicídio do gênero feminino foram mortas por parceiros íntimos ou familiares. Em 2017, esse número foi de 58%.

Em nível global, os homens são cerca de quatro vezes mais propensos a morrerem vítimas de assassinatos. No entanto, as mulheres ainda são as principais vítimas da maioria dos homicídios cometidos por um companheiro ou por alguém com quem se relacionam. Muitas vezes, vítimas de relacionamentos abusivos ou de assassinatos com base em religião, como os chamados “crimes de honra”.

Enquanto a maioria das vítimas de homicídio são homens, as mulheres continuam pagando o preço mais alto do resultado da desigualdade de gênero,da discriminação e dos estereótipos negativos. Elas também são mais propensas a serem mortas por parceiros e familiares”, reforçou Yury Fedotov, diretor executivo do UNODC.

A África foi considerada o continente onde as mulheres correm o maior risco de serem mortas por um parceiro ou parente, com cerca de 3,1 vítimas a cada 100 mil mulheres. A taxa também foi alta nas Américas, com 1,6 para 100 mil mulheres, assim como a Oceania, com 1,3 e a Ásia, com 0,9, respectivamente. A Europa teve a menor taxa de mulheres mortas por parceiros, com 0,7 vítimas a cada 100 mil moças.

O relatório do UNODC ressalta que há a necessidade de legislação mais dura e programas contra a violência de gênero violência a serem desenvolvidos, especialmente aqueles que “mudam as normas culturais e que afastam a masculinidade violenta  dos estereótipos de gênero”. Além disso, o documento argumenta a violência poderia ser menor, caso a polícia, o sistema judiciário, serviços de saúde e sociais fossem mais eficientes.

Reportagem da Revista Galileu

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