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Prêmio Carlota Queirós homenageia cinco mulheres transformadoras no Congresso Nacional


Prêmio Carlota Queirós homenageia cinco mulheres transformadoras no Congresso Nacional

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher realizou hoje sessão solene para entrega do Diploma Mulher Cidadã Carlota Pereira de Queirós edição 2018, entregue a cinco mulheres transformadoras que se destacam na luta por um mundo mais igualitário. As premiadas este ano foram Alzira Soriano Teixeira (in memoriam), representada por seu neto, Ricardo Antonio Soriano Mota, Ana Cristina Ferro Blasi, Marielle Franco, (in memoriam), representada por seus pais, Marinete da Silva e Antônio Francisco da Silva Neto, Mônica Spada e Sousa e Renata Gil de Alcântara Videira. O Ministério dos Direitos Humanos (MDH), por meio da secretária da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, Andreza Colatto, prestigiou a sessão solene de entrega dos prêmios, realizada na quinta-feira, (29), na Câmara dos Deputados.

A homenagem foi concedida a mulheres que contribuíram para o pleno exercício da cidadania e para a defesa dos direitos da mulher e das questões de gênero no Brasil. Durante a sessão foi destacado o trabalho das 5 premiadas. A cerimônia foi conduzida pela presidente da Comissão da Mulher, que destacou a entrega como mais uma ação da campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher”, visando o reconhecimento e empoderamento das mulheres.

A secretária Nacional de Políticas para Mulheres, a emedebista Andreza Colatto, destacou em seu discurso, no plenário Ulysses Guimarães, a importância de se fortalecer as políticas públicas para mulheres e relembrou a importância das denúncias no processo de enfrentamento à violência contra as mulheres. Na ocasião, parabenizou as parlamentares pelos avanços conquistados na última quarta-feira, quando a bancada feminina da Câmara dos Deputados conseguiu aprovar projetos de lei que beneficiam as mulheres.

Prêmio – Conferido anualmente pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. O prêmio foi criado há 14 anos, em reverência à médica, escritora, pedagoga Carlota Pereira de Queirós, primeira mulher brasileira a votar e ser eleita deputada federal.

Para os parlamentares e convidados presentes à sessão solene de entrega do diploma, Carlota representa pioneirismo e deve ser lembrada hoje, quando as mulheres ainda lutam por direitos e igualdade em relação aos homens e também contra a violência de que são vítimas. Em discurso enviado à sessão, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, chamou a atenção para a necessidade de as mulheres ocuparem mais espaço também na política.

Conheça as homenageadas:

Marielle Franco (in memoriam). Marielle era socióloga, feminista e defensora dos direitos humanos. Eleita vereadora na cidade do Rio de Janeiro em 2016, cargo que exerceu até março de 2018, quando foi assassinada.

Ao receber a homenagem em nome da filha, Marinete Silva, mãe de Marielle, declarou que a vereadora tornou-se símbolo de uma classe política que fez a diferença.

Uma mulher de periferia, uma negra que veio da favela da Maré, toda a nossa história começa ali. Já desde muito cedo, ela conseguia liderar. Trabalhou cedo, foi estagiária muito cedo, casou cedo. Deu não uma atropelada, mas foi a história dela que começou assim. Foi mãe cedo demais. Liderou como uma defensora dos direitos humanos, como ativista”, lembrou.

Alzira Soriano também recebeu o Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós 2018 in memoriam. Ela foi a primeira prefeita eleita no Brasil e na América Latina. Tomou posse na prefeitura de Lajes, no Rio Grande do Norte, em janeiro de 1929.

Ana Cristina Ferro Blasi. Ela foi juíza do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina e responsável pela campanha “Mulheres na política, elas podem, o Brasil precisa”.

Mônica Spada e Sousa. Diretora-executiva da Maurício de Sousa Produções, lançou o projeto “Donas da Rua” em 2016, em parceria com a ONU Mulheres, para estimular o empoderamento e a igualdade de oportunidades. Filha do cartunista Maurício de Sousa, ela é a inspiração para uma de suas personagens mais famosas, a Mônica.

Aliás, Mônica – a personagem dos gibis – foi bastante lembrada durante a sessão solene como exemplo de menina forte desde a infância. Para Mônica Spada e Sousa, seu pai ousou ao colocar uma personagem feminina, nos anos 60, entre tantos personagens masculinos como Cebolinha e Cascão.

A Mônica entrou numa tira do Cebolinha em 1963 e já mostrou que era poderosa. Deu uma coelhada, que hoje não usa mais, mas deu uma bela coelhada no Cebolinha e assumiu a liderança de meninas empoderadas”, comemorou.

Renata Gil de Alcântara Videira, juíza responsável pela organização do prêmio “Amaerj (Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro) Patrícia Acioli de Direitos Humanos”, que já premiou diversas ações relativas aos direitos da mulher e questões de gênero.

Com informações e imagens da Agência Câmara de Notícias

 

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