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Delegacias da mulher podem ficar abertas 24h em São Paulo


Delegacias da mulher podem ficar abertas 24h em São Paulo

Apesar de campanhas incentivando que mulheres que sofreram violência doméstica denunciem os agressores, muitas não conseguem encontrar uma delegacia da mulher aberta para fazê-lo. Das 132 unidades em São Paulo, por exemplo, 131 funcionam apenas em horário comercial, o que obriga as vítimas a procurarem DPs comuns para fazerem a denúncia. O resultado é um velho conhecido das mulheres: descaso e desencorajamento por parte dos policiais, geralmente homens, em prosseguir com a queixa.

No dia 5 de dezembro foi aprovado, em São Paulo, um projeto de lei para ampliar o horário de atendimento das DDMs, que existem há 30 anos no Estado. Para entrar em vigor, o projeto depende agora da sanção do atual ou do próximo governador. Enquanto isso não acontecer, as unidades continuam a funcionar das 9h às 18h, de segunda a sexta.

O funcionamento em horário comercial já foi alvo de abaixo-assinados e protestos de rua. Desde 2016, a única delegacia da mulher a funcionar 24h por dia é a unidade da Sé, localizada no Centro da cidade — localizada a até 3h de alguns pontos periféricos da cidade utilizando transporte coletivo.

Uma petição encabeçada pela ONG Minha Sampa uniu mais de 20 mil assinaturas pedindo a ampliação do serviço. Em 2016, para marcar a data de dez anos da criação da Lei Maria da Penha, a organização promoveu um protesto reivindicando o funcionamento 24h.

Com informações Universa.

 

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