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Igualdade salarial? Só daqui a 202 anos


Igualdade salarial? Só daqui a 202 anos

O Fórum Econômico Mundial (FEM) divulgou, no dia 18, um relatório global sobre disparidade de gênero em 2018.  Dentro dele existe uma notícia boa e uma ruim. A boa: a diferença global entre os gêneros melhorou um pouco. Já a ruim é ruim mesmo: as diferenças nas oportunidades econômicas, incluindo a discrepância salarial entre homens e mulheres, são tão grandes que serão necessários 202 anos para eliminá-las completamente.

A disparidade de gênero geral na política, no trabalho, na saúde e na educação melhorou menos de 0,1%, o que significa que levará 108 anos para alcançar a paridade. A lacuna de oportunidade econômica – com base na participação, na remuneração e no avanço na força de trabalho – continua sendo a área que levará mais tempo para chegar à igualdade.

Os números são uma pequena melhoria em relação aos resultados do ano passado, quando a diferença entre as realizações e o bem-estar de homens e mulheres se ampliou pela primeira vez em mais de uma década.

O que se observa globalmente é que nenhum país atingiu a igualdade de gênero, independentemente do nível de desenvolvimento, da região e do tipo de economia. A desigualdade de gênero é uma realidade em todo o planeta, e estamos vendo isso em todos os aspectos da vida das mulheres”, diz Anna-Karin Jatfors, diretora regional da ONU Mulheres.

Jatfors disse que os governos podem ajudar a estimular melhorias com políticas de remuneração igualitária e investimento na infraestrutura de cuidados para pais e idosos, além de conceder às mulheres proteções jurídicas, como segurança no emprego durante a gravidez.

O país com mais igualdade de gênero do mundo, segundo o relatório, é a da Islândia, seguida por Noruega, Suécia e Finlândia. Do outro lado, Síria, Iraque, Paquistão e o último colocado Iêmen mostraram as maiores discrepâncias gerais de gênero. O Brasil ocupou a 95ª colocação, abaixo de Senegal e Camboja e acima de Libéria e Azerbaijão. Na América Latina, o Brasil ficou à frente somente de Paraguai, Guatemala e Belize.

O texto alerta também para o declínio da participação feminina na política, além do acesso desigual à saúde e à educação. O empoderamento político é o aspecto em que a diferença de gênero continua sendo a mais ampla, de acordo com os resultados. Neste indicador, os EUA caíram do 66º lugar em 2006 para o 98º lugar. Ainda assim, nas eleições parlamentares realizadas no mês passado, depois de os dados da pesquisa terem sido coletados, as mulheres conquistaram um recorde de 102 assentos na Câmara dos EUA até 19 de novembro, estimuladas pela oposição democrata ao presidente Donald Trump.

Com informações de Valor e Carta Capital.

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