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Primeira mulher a pilotar o avião presidencial, Carla Borges, é responsável pelos deslocamentos do presidente


Primeira mulher a pilotar o avião presidencial, Carla Borges, é responsável pelos deslocamentos do presidente

A capitã Carla Borges, da Força Aérea Brasileira (FAB), se tornou a atual piloto do avião presidencial, o Airbus A-319, utilizado pelo presidente Jair Bolsonaro. Ela, que é a primeira mulher a comandar, em voo solo, um avião de caça, é também a primeira mulher a pilotar a aeronave da Presidência, cargo que exerce há dois anos, desde a gestão de Michel Temer, e foi mantida na gestão atual.

Ao destacar a importância de Carla no comando de sua aeronave, o presidente da República destacou a informação de que a militar foi a primeira mulher a integrar o Esquadrão Capitão Carla Borges durante rotina de trabalho na Base Aérea de Brasília — Foto: Marília Marques/G1Escorpião (1º/3º GAV), em Boa Vista, em Roraima, que emprega o A-29 Super Tucano na defesa das fronteiras. Depois de 150 horas de voo de treinamento e outras 60 horas em missões simuladoras, Carla foi aprovada para comandar o avião que transporta a maior autoridade do país.

É muito além do que eu imaginava, uma conquista muito grande para mim. É muito orgulho para qualquer um poder transportar o presidente da República”, diz a jundiaiense.

Em 2003, Carla integrou a primeira turma feminina no curso de formação de oficiais aviadores da Academia da Força Aérea (AFA). Também foi a primeira mulher a integrar o Esquadrão Escorpião, localizado em Boa Vista (RR), que emprega o A-29 Super Tucano na defesa das fronteiras. Segundo a FAB, Carla Borges foi a primeira mulher a chegar à primeira linha da aviação de caça. Em 2011 realizou o voo solo no A-1, avião de caça usado em missões de ataque ao solo. “A diferença entre pilotar um caça e o avião presidencial é muito grande”, conta.

A aviação de caça tem um voo com objetivos diferentes. Na aviação do transporte de autoridades, preza-se mais pela tranquilidade do voo. É muito mais cuidadoso para evitar qualquer tipo de distúrbio, turbulências, para realmente dar conforto para a autoridade, que, muitas vezes, está trabalhando a bordo”, explica a capitão.

Em pouco mais de dez anos de carreira, a militar acumulou mais de 1,5 mil horas de voo no comando de nove modelos diferentes de aeronaves e, ao inaugurar o avião presidencial, em 2016, afirmou que “as mulheres das Forças Armadas têm um papel extraordinário para o país”.

Mulheres na FAB

Desde 1982, quando a FAB recebeu a primeira turma de mulheres, a presença feminina é uma realidade em praticamente todos os setores: das cabines de aeronaves de combate até o comando de uma organização militar. Em dezembro do ano passado, a FAB contava com 11 mil mulheres (16% de todo o efetivo).

Assim como Carla Borges, as primeiras aviadoras formadas pela AFA estão na primeira linha de suas aviações. A capitão aviadora Joyce de Souza Conceição foi a primeira brasileira a pousar na Antártica, em outubro de 2016. A capitão Adriana Gonçalves é piloto operacional da maior aeronave em operação atualmente na FAB: o Boeing 767. Ela também já participou de missões internacionais, como o transporte de tropas para o Haiti.

Confira vídeo sobre a piloto:

 

Com informações de EBC.

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