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“Violentômetro” alerta mulheres sobre níveis de agressão e violência


“Violentômetro” alerta mulheres sobre níveis de agressão e violência

O feminicídio é um crime anunciado. Os sinais costumam aparecer bem antes. A relação vai minando a autoestima da mulher e a afasta da família e dos amigos, humilha e ofende – ainda antes de aparecer em forma de hematomas pelo corpo. O triste final dessa escalada de violência é o feminicídio, quando a mulher é assassinada pelo homem que acreditou amar.

Para ajudar as mulheres que estão passando por esse tipo de violência, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal lançou a campanha “Violentômetro”, uma régua apresentando diferentes graus de violência para que as vítimas possam se reconhecer e identificar.

A forma que ele é apresentado estimula uma medida mental. A pessoa bate o olho e tenta localizar o relacionamento dela ou de alguém que ela conhece”, observa a chefe do Núcleo de Estudos e Programas na Atenção e Vigilância em Violência (Nepav), Fernanda Falcomer.

O objetivo dos cartazes é desenvolver uma intervenção de prevenção dos comportamentos listados. “Este instrumento possibilita um processo de investigação cujo objetivo é identificar comportamentos violentos quotidianos, alertar sobre eles e evidenciar o risco a que se expõem mulheres e homens”, detalha Falcomer.

Segundo a chefe do Nepav, com o tempo, o risco aumenta, os episódios violentos ficam mais frequentes e graves, podendo levar a danos crônicos à saúde física e mental e até à morte.

Quanto mais cedo estivermos atentos e identificarmos a agressão, melhor. A relação abusiva começa com sinais muito ténues e que são naturalizados na nossa sociedade. As pessoas tendem a identificar a agressão somente diante de sinais físicos, ignoram as sequelas e agravos emocionais provenientes da violência psicológica”, alerta a chefe do Núcleo, Fernanda Falcomer.

Com informações de Metrópoles e Secretaria de Saúde do Distrito Federal

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