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Anúncio explica de forma simples a desigualdade no mercado de trabalho


Anúncio explica de forma simples a desigualdade no mercado de trabalho

As metáforas são, muitas vezes, a melhor forma de passar uma mensagem, uma ideia, um conceito. Foi com essa abordagem, a de criar uma metáfora visual, que Kazunori Shiina, diretor de arte, e a redatora Chandani Karnak,  criaram um anúncio que procura sensibilizar a população geral para a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho. A ideia em torno de “Step in Inequality” ou “Pise na desigualdade”, em tradução livre, mostra de maneira simples e direta como cada passo é diferente para homens e mulheres.

Enquanto o sucesso na carreira dos homens pode parecer uma consequência natural do trabalho, é fácil perceber que o ambiente profissional não trata as mulheres da mesma forma. Elas trabalham mais e ganham menos do que os colegas do sexo masculino e o anúncio, feito sob a forma de intervenções em locais públicos, deixa isso claro.

A intervenção utiliza escadas e escadas rolantes para demonstrar o caminho que cada gênero enfrenta para ascender na carreira. A ação, criado na Miami Ad School, em Nova Iorque, e veiculada em 2016, consistiu em pintar as escadas rolantes de azul e as escadas convencionais de rosa, mostrando que os homens não precisam fazer tanto esforço quanto as mulheres para subir na vida. Ao pé de cada uma delas, a frase alerta: “The road to the top is not the same for men and women”, em português “o caminho para o topo não é igual para homens e mulheres”.

Pintando escadas de cor-de-rosa e escadas rolantes de azul, ficou evidenciada de forma literal a diferença na dificuldade de cada passo na ascensão da carreira. Enquanto as mulheres tinham de subir as escadas “normais”, dando todos os passos, os homens podiam limitar-se a aguardar enquanto eram levados confortavelmente até ao topo.

O anúncio conquistou os prêmios Clio Awards 2016 e The One Show. Resta saber se a tentativa de sensibilização teve consequências reais na conscientização de cada pessoa que passou por ela. Na sua página profissional, o diretor criativo é taxativo:

No mundo corporativo, as mulheres não só são pagas abaixo do que deveriam quando comparadas com os homens, mas também têm de trabalhar mais para deixar a sua marca e subir na carreira”.

Com informações do site Hypeness e da Revista Elle.

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